Nos últimos vinte e cinco anos, têm ocorrido diversas iniciativas para promover as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas portuguesas. O primeiro projeto financiado pelo Ministério da Educação decorreu entre 1985 e 1994 e denominava-se MINERVA (Meios Informáticos no Ensino: Racionalização, Valorização, Atualização), tendo como objetivos para além de equipar as escolas com equipamento informático, fornecer formação aos professores para o usar, desenvolver software educativo, tentando promover a investigação sobre o uso das TIC (Coelho, Monteiro, Veiga & Tomé, 1997, p. 45). Entre 1996 e 2002, desenvolveu-se o programa Nónio Século XXI (Programa de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação) com o propósito de uma aplicação e um desenvolvimento das TIC; a formação em TIC; a criação e o desenvolvimento de software educativo e a difusão de informação e a cooperação internacional. (ibidem, 1997, p.45-46). Entre 1997 e 2003, desenvolveu-se a iniciativa uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa), contribuindo para o processo de instalação e ligação das escolas à Internet (Freitas, 1999).
Numa perspetiva de continuação do Programa Nónio Século XXI, o Ministério da Educação, em 2005, criou a Edutic (Unidade para o desenvolvimento das TIC na Educação) no GIASE (Gabinete de Informação e Avaliação de Sistema Educativo), tendo nesse mesmo ano transferido as suas funções para a Equipa de Missão CRIE (Computadores, Redes e Internet na Escola), a qual funcionou no âmbito da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular) e que terminou em 2007. Teve como “missão a conceção, desenvolvimento, concretização e avaliação de iniciativas mobilizadoras e integradoras no domínio do uso dos computadores, redes e Internet nas escolas e nos processos de ensino-aprendizagem” (Despacho nº 16 793/2005). Através do Despacho N.º 18871/2008, as funções da equipa CRIE foram transferidas para a ERTE/PTE (Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas/ Plano Tecnológico da Educação), pretendendo-se o “desenvolvimento da integração curricular das TIC nos ensinos básico e secundário; a promoção e dinamização do uso dos computadores, de redes e da Internet nas escolas; a conceção, produção e disponibilização dos recursos educativos digitais e a orientação e acompanhamento da atividade de apoio às escolas desenvolvida pelos Centros de Competências em Tecnologias Educativas e pelos Centros TIC de Apoio Regional”.
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