quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A educação e o uso do Blog



A tecnologia oportuniza a aproximação entre professores e alunos. Através de recursos disponíveis na Web é possível criar verdadeiras comunidades virtuais e permitir que a construção do conhecimento se dê de forma prazerosa, natural e divertida. Uma das possibilidades, por exemplo, é a utilização da ferramenta blog na prática pedagógica, este recurso pode ser um diferencial e auxiliar significativamente no desenvolvimento da escrita, na relação inter-pessoal e ainda, no resgate de valores por vezes esquecidos de serem trabalhados pelo professor. 

Segundo STAA (2006): “o blog é um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado”.

Por ser um recurso que permite que a produção, a publicação e a interação entre o escritor e o público leitor se dêem em um único ambiente facilita sua administração e também, dinamiza o ambiente. Além disso, o blog também possibilita a inserção de inúmeros recursos, os quais são capazes de torná-lo mais atrativo e dinâmico. Arquivos em áudio, vídeos, imagens e ainda, a alteração de seu modelo são alguns exemplos que podem auxiliar na caracterização desse ambiente virtual estabelecendo, inclusive, a sua identidade.

Criar um blog é muito fácil e rápido, não exige conhecimentos profundos de informática, nem instalação de programas para a publicação e atualização, além de ser possível encontrar na Web inúmeros serviços gratuitos que permitem a publicação dessa nova maneira de se publicar registros e compartilhar idéias.

O blog cria comunidades virtuais as quais, dentro da blogosfera1, se encontram e se unem através de links agrupando-se através de interesses em comum. Unindo-se, se defendendo, expondo e discutindo sobre suas inquietações e ainda, compartilhando produções. Os internautas, através da ferramenta blog, saem do anonimato e se mostram para o mundo, tornando cidadãos críticos e agentes da sociedade e estes reflexos positivos ou não, são manifestados também, no mundo real.

Para MORAN (2006): “a escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade”.

É importante que o professor permita conhecer e analisar o que o mundo virtual pode proporcionar tendo como foco principal, o enriquecimento de sua prática pedagógica. Adequar-se aos recursos técnicos não basta, é preciso refletir e permitir discussões sobre a utilização destas ferramentas. É preciso ousar e estar disposto a discutir, questionar, construir e navegar pelos mares das possibilidades e, da criatividade.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Softwares Matemáticos

As aulas de matemáticas também podem ser diferenciadas  como nas demais disciplinas, os professores de matemática podem utilizar os recursos disponíveis para melhorar o processo de ensino/aprendizagem.
Deste modo, irei citar alguns softwares que poderão fazer diferença na aprendizagem dos alunos. Vale ressaltar que existem inúmeros outros softwares disponíveis.

SuperLogo


O SuperLogo não possui objetivo delimitado, podendo ser utilizado em diferentes atividades, envolvendo diferentes disciplinas, em diferentes níveis de ensino. Nosso foco, no entanto, é a Matemática do Ensino Médio. Neste contexto, o programa pode ser utilizado no trabalho com Geometria Plana, além de contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico e possibilitar a aquisição de noções de programação.

Segue o link com alguns exercícios que podem ser desenvolvidos em sala de aula, estes foram desenvolvidos pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos/RJ.


Aos interessados, segue o link para download do software, e informações dos desenvolvedores.

 

Geogebra no Ubuntu


GeoGebra é um Software Livre utilizado para construir gráficos ou desenhos geométricos dos mais simples aos mais avançados. Você pode fazer construções com pontos, vetores, segmentos, retas, seções cônicas bem como funções e mudá-los dinamicamente depois.

Por outro lado, equações e coordenadas podem ser inseridas diretamente e seus respectivos esboços gráficos serão construídos automaticamente.

O programa tem suporte para muitas construções geométricas, bem como o apoio fundamental para muitas ferramentas de cálculo de base. Com o GeoGebra você pode exportar seus arquivos em diversos formatos, ou como applets interativos para páginas da web (.html).



Faça o download do GeoGebra, link:

As TICs e as pessoas com deficiência


Pode-se colocar dentro da discussão de inclusão digital a questão do acesso as TICs por portadores de necessidades especiais. As tecnologias de Informação e comunicação oferecem para este seguimento social um possibilidade de desenvolvimento das limitações impostas por sua condição fisiológica. O próprio Vygostsky, um dos maiores nomes na teoria da educação, enfatiza a importância da ação, da linguagem e dos processos interativos na construção das estruturas mentais superiores. O acesso aos recursos oferecidos pela sociedade, escola, tecnologias, etc., influenciam determinantemente nos processos de aprendizagem da pessoa. veja este documentário sobre a importância que este software está trazendo para surdos nas escolas:



Entretanto, as limitações do indivíduo com deficiência tendem a se tornarem uma barreira para esse aprendizado. Desenvolver recursos de acessibilidade seria uma maneira concreta de neutralizar as barreiras causadas pela deficiência e inserir esse indivíduo nos ambientes ricos para a aprendizagem, proporcionados pela nova cultura no qual a sociedade está inserida.
Por meio do desenvolvimento de recursos de acessibilidade, as ferramentas TICs abrem uma possibilidade de combate aos preconceitos, impostos pelas limitações, oferecendo uma oportunidade de condições para interagir e aprender, explicitando com mais facilidade e sendo tratado como um “diferente-igual”… Ou seja, “diferente” por sua condição de pessoa com deficiência, mas ao mesmo tempo “igual” por interagir, relacionar-se e competir em seu meio com recursos mais poderosos, proporcionados pelas adaptações de acessibilidade de que dispõe. Assista este vídeo sobre as tecnologias a serviço dos deficientes:

As Tics podem servir como um instrumento de equidade social, minimizando diferenças e criando possibilidades de participação na vida social, pois desta forma os indivíduos poderão, então, dar passos maiores em direção a eliminação das discriminações, como conseqüência do respeito conquistado com a convivência, aumentando sua auto-estima, proporcionado pelo recurso de poder, explicitar melhor seu potencial e seus pensamentos.
Mary Pat Radabaugh já sinalizou o impacto que as TICs podem ter sobre a vida de pessoas portadoras de deficiência:
“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.” (RADABAUGH, 1993)

As TICs ao longo dos tempos

Nos últimos vinte e cinco anos, têm ocorrido diversas iniciativas para promover as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas portuguesas. O primeiro projeto financiado pelo Ministério da Educação decorreu entre 1985 e 1994 e denominava-se MINERVA (Meios Informáticos no Ensino: Racionalização, Valorização, Atualização), tendo como objetivos para além de equipar as escolas com equipamento informático, fornecer formação aos professores para o usar, desenvolver software educativo, tentando promover a investigação sobre o uso das TIC (Coelho, Monteiro, Veiga & Tomé, 1997, p. 45). Entre 1996 e 2002, desenvolveu-se o programa Nónio Século XXI (Programa de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação) com o propósito de uma aplicação e um desenvolvimento das TIC; a formação em TIC; a criação e o desenvolvimento de software educativo e a difusão de informação e a cooperação internacional. (ibidem, 1997, p.45-46). Entre 1997 e 2003, desenvolveu-se a iniciativa uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa), contribuindo para o processo de instalação e ligação das escolas à Internet (Freitas, 1999).
Numa perspetiva de continuação do Programa Nónio Século XXI, o Ministério da Educação, em 2005, criou a Edutic (Unidade para o desenvolvimento das TIC na Educação) no GIASE (Gabinete de Informação e Avaliação de Sistema Educativo), tendo nesse mesmo ano transferido as suas funções para a Equipa de Missão CRIE (Computadores, Redes e Internet na Escola), a qual funcionou no âmbito da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular) e que terminou em 2007. Teve como “missão a conceção, desenvolvimento, concretização e avaliação de iniciativas mobilizadoras e integradoras no domínio do uso dos computadores, redes e Internet nas escolas e nos processos de ensino-aprendizagem” (Despacho nº 16 793/2005). Através do Despacho N.º 18871/2008, as funções da equipa CRIE foram transferidas para a ERTE/PTE (Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas/ Plano Tecnológico da Educação), pretendendo-se o “desenvolvimento da integração curricular das TIC nos ensinos básico e secundário; a promoção e dinamização do uso dos computadores, de redes e da Internet nas escolas; a conceção, produção e disponibilização dos recursos educativos digitais e a orientação e acompanhamento da atividade de apoio às escolas desenvolvida pelos Centros de Competências em Tecnologias Educativas e pelos Centros TIC de Apoio Regional”.

TICs na educação do Brasil

Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) exercem um papel cada vez mais importante na forma de nos comunicarmos, aprendermos e vivermos.
O desafio é equipar essas tecnologias efetivamente de forma a atender aos interesses dos aprendizes e da grande comunidade de ensino e aprendizagem.
A UNESCO acredita que as TIC podem contribuir com o acesso universal da educação, a equidade na educação, a qualidade de ensino e aprendizagem, o desenvolvimento profissional de professores, bem como melhorar a gestão, a governança e a administração educacional ao fornecer a mistura certa e organizada de políticas, tecnologias e capacidades.
A UNESCO aborda as TIC para a educação de forma abrangente por meio de uma plataforma intersetorial própria, focada no trabalho conjunto dos setores de Comunicação e informação, Educação, e Ciências, onde as questões sobre acesso, inclusão, equidade e qualidade na educação são tratadas.
A UNESCO – seus escritórios nacionais, recionais e institutos – em colaboração com seus parceiros, desenvolve recursos que podem ajudar os países a elaborarem TIC nas políticas, estratégias e atividades educacionais de forma efetiva, incluindo a garantia de que essas estratégias enfrentem desafios causados pela exclusão digital das populações mais desfavorecidas.
Seu programa inclui:
  • Capacitação e aconselhamento de políticas públicas para o uso de tecnologias na educação, particularmente nos domínios emergentes como a aprendizagem móvel.
  •  Garantia de que professores tenham as habilidades necessárias para usar as TIC em todos os aspectos da prática de sua profissão por meio de ferramentas como o Marco Político de Padrões de Competência em TIC para Professores.
  • Apoio do uso e desenvolvimento de recursos e softwares educacionais plurilíngues, que sejam disponíveis para uso e reuso como resultado de licenças abertas (recursos educacionais abertos – REA; software livre e aberto [free and open source software – FOSS]).
  • Promoção de ITC para educação inclusiva, que inclua pessoas com deficiências e proporcione a igualdade de gênero.
  • Coleta de dados estatísticos e desenvolvimento de indicadores sobre o uso de TIC na educação.
  • Provisão de apoio à políticas públicas que garantem que o potencial de ITC seja aplicado efetivamente por todo o sistema educacional.
    O Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação (UNESCO Institute for Information Technologies in Education – IITE), com sede em Moscou, se especializa em intercâmbio de informações, pesquisa e treinamento sobre a integração das TIC em educação.
A UNESCO trabalha com comunidades educacionais do mundo todo – Ministérios da Educação, institutos especializados, professores, aprendizes e participantes em capacitações – para alavancar efetivamente o potencial das TIC de forma a elevar a qualidade do ensino e da aprendizagem.